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China será estratégica para o mercado global de aves em 2019

27/01/2019

agro real 13

A China e suas relações internacionais podem ser a força motriz por trás do crescimento do mercado mundial de aves em 2019. De acordo com o relatório trimestral da Avicultura do Rabobank, espera-se que o mercado permaneça volátil no primeiro semestre, melhorando gradualmente no segundo semestre. A informação foi divulgada pelo site Global Meat News.

Em 2018, o comércio global de aves de corte diminuiu 2% devido a guerras comerciais, mudanças nos padrões de compra do Médio Oriente e aos surtos de Influenza Aviária. O relatório sugere que o mercado internacional de aves será ditado pela China, particularmente no quesito oferta, com um potencial acordo comercial com os Estados Unidos.

Os casos de peste suína africana na China limitarão a oferta em 2019, aumentando a necessidade de produtos importados. “No segundo semestre de 2019, esperamos que os mercados se recuperem gradualmente, com a China em primeiro plano, dado o impacto sofrido na suinocultura”, disse Nan-Dirk Mulder, analista sênior Animal Protein e principal autor do relatório. “Isso provavelmente levará ao aumento dos preços do frango na China. Muitos consumidores substituirão a carne suína pela de frango e a produção local de frango é restrita pela baixa disponibilidade no estoque de reprodução.”

Mulder disse que esses fatores darão uma vantagem distinta aos países com permissão de exportar para a China. Nos Estados Unidos, o potencial acordo comercial com a China é descrito como “jogo de mudança” para o comércio global, com os norte-americanos teoricamente desafiando a posição do Brasil como líder de mercado. “Os países que podem abastecer a China estão bem posicionados para se beneficiar dessa situação, como o Brasil e os países da Europa Oriental (incluindo a Rússia)”, disse Mulder.

O relatório prevê ainda que o Brasil levará pelo menos mais um ano para recuperar completamente o acesso à União Europeia, e as relações entre a Arábia Saudita e o pais sul americano não são mais “atraentes”.