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Cogeração de energia via biomassa de cana pode crescer 57% até 2030 com RenovaBio

28/12/2018

agro 16

A cogeração de energia no Brasil a partir da biomassa de cana-de-açúcar tem potencial para crescer cerca de 57 por cento até 2030, na esteira do RenovaBio, política de biocombustíveis que promete impulsionar o setor sucroenergético do país, disse à Reuters o dirigente de uma associação da indústria.

Atualmente, a capacidade instalada em usinas de cogeração movidas com cana é de 11,4 gigawatts, e mais 6,5 gigawatts poderiam ser adicionados nos próximos anos, projetou o presidente da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), Newton Duarte.

Segundo ele, tal incremento leva em conta, a partir da estrutura já existente, uma maior disponibilidade de biomassa e a geração via biometano.

No ano passado, das 367 usinas de cana no país, 209 comercializaram eletricidade para a rede, conforme levantamento da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

“O grande potencial reside no RenovaBio”, frisou Duarte.

Sancionada no fim de 2017, a Política Nacional de Biocombustíveis ainda passa por regulamentação e se insere na agenda de redução de emissões de carbono assumida pelo Brasil no Acordo do Clima de Paris. Pelas estimativas do próprio governo, o programa pode gerar investimentos de 1,4 trilhão de reais até 2030.

 

A expectativa, portanto, é de que o RenovaBio reverta anos de crise no setor sucroenergético, contribuindo para um aumento da produção de cana e, consequentemente, da disponibilidade de biomassa.